sábado, 28 de abril de 2012

Eleições do DCE/UFPA: PSOL/PSTU perdem hegemonia

DCE-UFPA: em eleição proporcional PSOL-PSTU perdem a maioria da diretoria.

Na eleição para o DCE-UFPA, a chapa 3 que é ligada ao PSOL-PSTU obteve 45,02% ou 3.405 votos, portanto o primeiro lugar, este resultado seria uma vitória caso as eleições não fossem proporcionais. Efetivamente a chapa de orientação troktista perdeu uma hegemonia que exercia há anos dentro do DCE-UFPA, senão vejamos: a chapa dois ligada ao PT-PCdob obteve 40,62% 0u 3072 votos, e a chapa um, que se diz independente mas contém militantes ligados ao PSDB obteve 14,36% ou 1086 votos, o que significa que a chapa 3 perdeu, nas composição do nova diretoria a maioria de cargos que ostentava no DCE-UFPA, e como tal, dentro dos conselhos superiores da UFPA.

Fonte: Bilhetim

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Construção de Fernando Henrique - TV Câmara

O documentário “A construção de Fernando Henrique”, produzido pela TV Câmara, está disponível para download no site da Câmara dos Deputados. O filme é uma biografia de FHC e retrata desde a infância e vida acadêmica, até a Presidência da República. O documentário tem duração de 55 minutos e foi dirigido por Roberto Stefanelli. Faça o download pelo link http://bit.ly/HOYmqu
A Construção de Fernando Henrique - TV Câmara


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Senador Aloysio Nunes: “Para nós, sociedade controla Estado. Para PT, Estado controla a sociedade”

Senador Aloysio Nunes
Ao analisar as diferenças entre PSDB e PT para a TV do PSDB, o senador Aloysio Nunes sintetizou em entrevista ao site da Executiva Nacional do PSDB:
“O que nos distingue do PT é fundamentalmente a questão institucional, a nossa visão da democracia. Para nós, a sociedade deve controlar o Estado. Para o PT o Estado deve controlar a sociedade”.
No momento em que o povo brasileiro dá sinais evidentes de que cansou de tantos escândalo de corrupção protagonizados na era PT, há mais de nove anos no  Palácio do Planalto, Aloysio salientou o prejuízo que o “presidencialismo de cooptação” inventado pelo PT causa à democracia, formando uma maioria de partidos sem comproimisso algum a não ser apoiá-lo, impedindo o Congresso de fiscalizar e até mesmo de convocar um ministro ou presidente de um banco oficial para explicar denúncias de corrupção. Veja mais no site do PSDB.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PSDB faz representação contra Protógenes na PF

Uma representação contra o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB) foi levada à Corregedoria da Polícia Federal pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Segundo o documento, “chegaram ao conhecimento público, por meio de notícias publicadas em diversos órgãos da imprensa brasileira, denúncias envolvendo deputado federal Protógenes Queiroz que prejudicam a imagem da Câmara dos Deputados perante a sociedade brasileira e contrariam os padrões éticos exigidos dos membros desta Casa Legislativa”. As informações do jornalista Claudio Tognolli estão no site Brasil 247.
As notícias em questão tratam da ligação com parlamentar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e com Idalberto Matias Araújo, o Dadá. “As informações publicadas dão conta de conversas mantidas entre ambos, em que o Deputado Protógenes Queiroz é flagrado combinando encontros particulares com vistas a instruí-lo acerca de sua defesa perante a Polícia Federal, em inquérito em que constava como investigado”, diz a representação.
A conversa está na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal de Goiás contra Cachoeira, na operação Monte Carlo. Nela, o sargento Dadá confessa a interlocutores que está criando, com amigos, uma empresa de segurança privada chamada “Satiagraha” — justamente o nome da operação que imortalizou Protógenes por ter prendido, temporariamente, o banqueiro Daniel Dantas. Segundo o órgão, Dadá é braço direito de Cachoeira, preso da Monte Carlo, e agente recrutado por Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Oposição pressiona e CPI será instalada nesta quinta

Senadores e deputados da oposição
entregam requerimento da CPI do Cachoeira.
O governo terá maioria ampla, de 80%, nos cargos da CPI do Cachoeira. Mas, na guerra de imagem, a oposição saiu na frente. Diante da imprensa, parlamentares de PSDB, DEM e PPS fizeram na terça-feira um ato em prol da investigação. À noite, correram para entregar à Mesa Diretora do Congresso as assinaturas recolhidas em suas bancadas. Representantes de outros partidos não estavam preparados, mas correram para fazer o mesmo.
O desavisado Jovair Arantes (GO), líder do PTB, nem mesmo sabia onde estavam as assinaturas de sua bancada. Foi sozinho ao local e firmou apenas a própria assinatura. Tudo para não parecer que o partido estava jogando contra a CPI. “A oposição foi açodada”, reclamou Jilmar Tatto (SP), líder do PT – que também adiantou a entrega do requerimento assinado por sua bancada.
Mesmo com as assinaturas dos deputados entregues, faltava o requerimento com os apoios do Senado. Walter Pinheiro (BA), líder do PT e responsável por juntar as assinaturas, pretendia encerrar a coleta só na quinta-feira. Foi chamado, no entanto, às pressas para levar o requerimento à Mesa, já que a criação de uma CPI mista exige que Câmara e Senado entreguem seus pedidos ao mesmo tempo.
Com o adiamento da entrega das assinaturas, a oposição pressionou então pela instalação da CPI já nesta semana. A ideia era fazer o requerimento ser lido em plenário na quinta-feira, antecipando o rito desenhado pelo comando das Casas. Deu certo: a presidente em exercício do Congresso, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), formalizará a instalação da comissão na manhã desta quinta.
(Gabriel Castro, de Brasília)

Fonte: VEJA

terça-feira, 17 de abril de 2012

FHC defende CPI e diz que Brasil cansou de corrupção

Fernando Henrique Cardoso
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta terça-feira (17) a instalação de uma CPI no Congresso para apurar o caso Carlinhos Cachoeira.
Segundo ele, a corrupção no país continua "assim porque você não tem punição" e uma CPI seria a a oportunidade de o Congresso crescer.
"Então, eu acho que não dá. Chegou o momento de o Congresso assumir suas responsabilidades com serenidade", afirmou o ex-presidente. "Acho que é bom [CPI], porque o país precisa muito passar a limpo as questões com serenidade. Nós cansamos de ver o grau de corrupção existente. [Com] Isso, eu não estou criticando A, B ou C, porque infelizmente atinge a quase todos. Digo, não pessoas, mas partidos. Acho que o país cansou", completou.
FHC afirmou ainda que é possível fazer política no país sem caixa 2. "É preciso fazer, dá para fazer. Se não dá, tem que criar condições para fazer. É uma questão de ter respeito ao povo. Claro que dá."
Apesar da mobilização inicial pela instalação de uma CPI mista, o temor de que as investigações respingem em membros do PT ou do Palácio do Planalto fez integrantes do partido começarem a trabalhar pelo adiamento da investigação no Congresso.
O PSDB, de FHC, é a favor da CPI.
A afirmação do ex-presidente foi dada após cerimônia de apresentação de um documentário sobre a sua vida, chamado "A Construção de Fernando Henrique". O vídeo foi produzido pela TV Câmara. Hoje, a apresentação foi de cerca de nove minutos, mas o material tem 57 minutos e estréia prevista para o dia 19, às 21h30, no canal da TV Câmara.
Em seu discurso, FHC agradeceu a homenagem e disse que gostaria de ser lembrado pelo seu papel na consolidação da democracia. "Gostaria de ser lembrado não só pela estabilidade da moeda, pelo social, porque os demais governos avançaram mais nessa área, mas pelo papel na democracia", disse, enfatizando o papel importante do Congresso.
Ele também falou sobre a importância de os diversos governos trabalharem pelo bem do povo e do país.
O tucano foi elogiado, inclusive, pelo petista Marco Maia (RS), presidente da Câmara. "Ninguém pode questionar o papel na consolidação da democracia, o profundamento político social e o respeito ao povo." 


Fonte: Folha OnLine

sábado, 14 de abril de 2012

Querem apagar os crimes mensalão

Rui Falcão, presidente do PT (ao lado), e Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade
Cartilha Stalinista: Rui Falcão, presidente do PT
(ao lado), e Marco Maia, presidente da Câmara:
para tentar apagar os crimes cometidos por petistas
no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade (Ag. Globo)



Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las. O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado. A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão. Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: "Isso é invenção da oposição e da imprensa!".
Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão "foi uma farsa". Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética. Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff. O objetivo declarado — e desejável — da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato. Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão. Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

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Como garantir a seriedade da CPI de Cachoeira, por Arthur Virgílio

Essa CPI precisa oferecer resultados sérios e concretos à sociedade, doa a quem doer. A primeira providência terá de vir no nascedouro: a maioria deve escolher se fica com a Presidência ou com a Relatoria, deixando à minoria, conforme a boa tradição parlamentar, o direito à segunda escolha.
Violentar esse procedimento prostituiria a investigação. Revelaria a disposição do governo de trabalhar “seletivamente”, procurando enredar “inimigos” e passando ao largo de fatos que começam e terminam no Palácio do Planalto.
Após os resultados eficazes da CPI dos Correios, que desvendou os meandros do mensalão, o governo Lula, assustado e inescrupuloso, passou a desmoralizar, sistematicamente, toda e qualquer tentativa de investigação: indicava os Presidentes e os Relatores; proibia a quebra de sigilos dos suspeitos; indicava congressistas de segunda linha para promover a baderna e o impasse nas sessões polêmicas. Tristes episódios!
Lula teria estimulado a instalação da CPI do Cachoeira com a intenção de atingir Marconi Perillo, que cometeu o “crime” de lhe avisar que o mensalão estava em curso.
Se o então Presidente não soubesse mesmo do crime, teria ficado grato ao governador goiano pela advertência que lhe permitiria adotar medidas saneadoras. Como sabia de tudo, tornou-se inimigo fidagal do novamente governador de Goiás.
O tiro começa a sair pela culatra. O “proponente” da CPI, Deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP), que se elegeu com sobras de votos de Tiririca, aparece em gravações altamente comprometedoras: relações mais que promíscuas com Idalberto Matias Araújo, conhecido como Dadá nas rodas da contravenção, braço direito de Cachoeira.
O petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, tem seu governo apontado como cenário de propinas e negociatas articuladas pelo ex-bicheiro e atual “empresário” goiano.
O Deputado Rubens Otoni (PT-GO), dentre os cinco ou seis acusados de relação reprovável com Cachoeira – e todos devem explicar-se a contento ou ser punidos com rigor – é o único que aparece em vídeo, exibido em horário nobre, acertando receber R$200 mil do “padrinho” contraventor.
O caso começa no Palácio do Planalto. Ou já nos esquecemos de Waldomiro Diniz, aliás, condenado pela justiça criminal, subornado ao vivo e a cores pelo inefável goiano? O mesmo Waldomiro que foi peça importante da Casa Civil, na gestão do mais ilustre réu do mensalão.
E pelo Planalto deverá encontrar o seu epílogo.
Leia a íntegra em CPI do Cachoeira

Arthur Virgílio é diplomata e foi líder do PSDB no Senado

terça-feira, 10 de abril de 2012

Juventude do PSDB faz manual para campanha eleitoral na internet

Gabriel Azevedo, da Juventude do PSDB,
entrega o manual para o presidente nacional do PSDB,
Sérgio Guerra.
Brasília - A Secretaria de Comunicação da Juventude da Social Democracia preparou um manual com cinco metas para a utilização da internet na campanha para prefeito e vereador. Em cada uma delas, nove condutas sugeridas, somando 45 dicas para potencializar a rede rumo à vitória eleitoral.
Confira:
TWITTER
Há quem diga que o twitter é uma rede social. Há quem diga que o twitter é um blog pequenininho, um microblog. Há quem diga que é os dois. Há quem diga que não é nenhum! O que se sabe é que o twitter é a ferramenta que caiu nas graças do jornalismo brasileiro, de muitos políticos e usuários. Por ter seu funcionamento baseado na veiculação de informações tem um perfil mais reduzido de usuários que o facebook. Quer contar para as pessoas um novidade? Esse é o lugar.
1 – Velocidade e 140 carateres! Não quebre essa regra! Não invente de escrever 10 postagens seguidas para construir um raciocínio! E ainda tem quem numere… Se o texto tem mais que 140 letras pule para o blog ou para o facebook! No twitter a lei é resumir.
2 – Utilize as ferramentas que reduzem links como o migre.me para convidar o seu seguidor a interagir com um texto maior ou com sites que você sugerir. Use a ferramenta para divulgar as novas postagens do seu blog.
3 – Aprenda a cultura dessa rede. Domine bem o uso da hashtag, dos termos, do reply. Use isso estrategicamente a seu favor. Em hipótese alguma utilize o twitter para fazer spam! As pessoas odeiam spam. Spam político é odiado em dobro.
4 – Não peça às pessoas para lhe seguirem. Dê motivos para que isso aconteça. Seguimos aquilo pelo qual nos interessamos.
(...)

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Senador Aécio Neves defende prévias para escolher candidato à presidência

"Se dependesse de mim, (as prévias)
já teriam sido adotadas lá trás", avalia o senador
Brasília – O senador Aécio Neves (MG) defendeu a realização de prévias, em todos os níveis, para a escolha de candidatos no PSDB. Em entrevista ao site da revista Veja, o parlamentar ressaltou que, inclusive, o nome para as eleições presidenciais de 2014 deve ser referendado por uma votação nacional.
“Se dependesse de mim, já teriam sido adotadas lá trás. Eu defendo que o candidato do PSDB a presidente, independentemente do número de candidatos, seja referendado por uma prévia nacional”, afirmou o senador.
Ainda na entrevista, Aécio Neves falou sobre o papel dos principais quadros do PSDB nas eleições municipais. “Acredito que nosso papel é manter a chama acesa de que o PSDB tem um projeto nacional, que o PSDB considera que este modelo que está ai se exauriu, perdeu a capacidade de iniciativa”, avaliou.

Para conferir a entrevista na íntegra, clique AQUI.

Fonte: PSDB

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FHC: aceitação de práticas de corrupção como ‘fatos da vida’ deforma o país

Houve tempo em que se dizia que ou o Brasil acabava com a saúva ou a saúva acabaria com o Brasil. As saúvas andam por aí, não acabaram, e nem o Brasil acabou. Será a mesma coisa com a corrupção? Que ela anda vivinha por aí, não restam dúvidas, que acabe com o Brasil, é pouco provável, que acabe no Brasil, tampouco. Mas que causa danos enormes é indiscutível.
Haverá quem diga que sempre houve corrupção no país e pelo mundo afora, o que provavelmente é certo, mas a partir de certo nível de sua existência e, pior, da aceitação tácita de suas práticas como “fatos da vida”, se ela não acaba com o País, deforma-o de modo inaceitável. Estamos nos aproximando desse limiar.
Há formas e formas de corrupção, especialmente das instituições e da vida política. A mais tradicional entre nós é o clientelismo (a prática de atender os amigos, e os amigos dos amigos, nomeando-os para funções públicas), a troca de favores e o patrimonialismo, isto é, a confusão entre público e privado, entre Estado e família.
Tudo isso é antigo e deita raízes na Península Ibérica. A frase famosa “é dando que se recebe”, de inspiração dita franciscana, referia-se mais à troca de favores do que ao recebimento de dinheiro.
Por certo, um sistema político assentado nessas práticas já supõe o desdém da lei e é tendente a permitir deslizes mais propriamente qualificados como corrupção. Mesmo quando não haja suborno de funcionários ou vantagem pecuniária pela concessão de favores, prática que os juristas chamam de prevaricação, os apoios políticos obtidos dessa maneira são baseados em nomeações que implicam em gasto público.
Progressivamente, tais procedimentos levam a burocracia a deixar de responder ao mérito, ao profissionalismo. Com o tempo, as gorjetas e mesmo o desvio de recursos — o que mais diretamente se chama de corrupção — aumentam, como consequência desse sistema.
Nos dias que correm, entretanto, não se trata apenas de clientelismo, que por certo continua a existir, pelo menos parcialmente, mas de algo mais complexo. Se o sistema patrimonialista tradicional já contaminava nossa vida política, a ele se acrescenta agora algo mais grave.

Leia a íntegra em Aceitação de práticas de corrupção como ‘fatos da vida’ deforma o país