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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Aécio Neves Está no Segundo Turno


Aécio Neves: “O sentimento é de mudança”

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O sentimento de mudança que o povo brasileiro deseja para o país foi o grande vitorioso desse primeiro turno das eleições presidenciais. A avaliação foi feita pelo candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, em seu primeiro pronunciamento após a divulgação do resultado da votação que o levou à segunda fase da corrida eleitoral. Ao falar do resultado das urnas na noite deste domingo (05/10), em Belo Horizonte (MG), ele afirmou que o triunfo de sua candidatura significa que parte da travessia que tem pela frente já foi vencida e pediu que todos a se mantenham unidos para o restante do percurso.

“A minha primeira constatação é que este sentimento de mudança amplamente presente no Brasil foi vitorioso no primeiro turno. Os candidatos de oposição somados foram vitoriosos, tiveram a maioria dos votos. E é isso que nós temos que buscar agora no segundo turno. Eu me sinto extremamente honrado em ser o representante desse sentimento nessas três semanas que nos separam da eleição”, ressaltou o candidato.

Após falar à imprensa no comitê da campanha no centro de Belo Horizonte, Aécio se dirigiu aos eleitores que o aguardavam do lado de fora do prédio e agradeceu o empenho de todos. Acabou carregado nos ombros pelos aliados e saudado com as palavras “Aécio presidente”.

Aécio ressaltou sua confiança na vitória em 26 de outubro, derrotando o discurso de aliados da presidente petista Dilma Rousseff que falavam em vitória dela no primeiro turno. “O que nós ouvimos ao longo desses últimos meses foi a candidata oficial e seus assessores achando que venciam essas eleições no primeiro turno. Quem venceu as eleições no primeiro turno foi o povo brasileiro, foi o sentimento de mudança que hoje se alastra por todo o país”, reiterou.

Ensinamento

Aécio fez questão de lembrar uma frase do seu avô, Tancredo Neves, há 30 anos, quando iniciou a caminhada que o levou à Presidência e pôs fim à ditadura. “Talvez seja essa frase síntese que eu gostaria de dizer a todos os brasileiros nesse instante: ‘Nós estamos apenas na metade da travessia, portanto, não vamos nos dispersar’. Vamos já a partir de amanhã intensificar as nossas ações”, afirmou.

O candidato também fez uma homenagem ao amigo Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto quando fazia sua campanha presidencial pelo PSB. “A ele [Eduardo Campos], aos seus ideais e aos seus sonhos também, a minha reverência. E nós saberemos transformá-los em realidade. Portanto é hora de unirmos as forças, a minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político ou de um conjunto de alianças. É um sentimento mais puro de todos os brasileiros que ainda têm capacidade de se indignar, mas principalmente a capacidade de sonhar”, afirmou ele.

Aécio agradeceu aos aliados da coligação e à família. “Quero aqui, ao lado de tantos companheiros, da minha família e da minha esposa, Letícia, agradecê-la pela paciência ao longo desse período e à minha ausência em casa durante todo este tempo. Foi uma tentativa de me fazer presente na vida de milhões e milhões de brasileiros, buscando dar a eles um caminho melhor na qualidade da saúde, da educação, da segurança pública”, ressaltou.

O candidato pediu aos aliados que mantenham a mobilização da campanha. “Faço aqui uma convocação a todos os nossos companheiros e companheiras de todas as partes do país, inclusive aqueles que tiveram vitória em primeiro turno, que não desmobilizem as suas estruturas de campanha, porque a campanha não terminou ainda. Repito, estamos na metade da travessia. Vamos concluí-la com a mesma determinação, a mesma coragem e, por que não, com a mesma leveza com que chegamos até aqui”, afirmou ele.

Fonte: PSDB.org.br

terça-feira, 20 de maio de 2014

ATENÇÃO - Encontro com Xico Graziano

Xico Graziano vem a Belém para conversar com Ativistas Digitais

17 de maio de 2014
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Xico Graziano1Assessor da Presidência do Instituto FHC, Xico Graziano, que já ocupou vários cargos públicos, destacando-se os de Secretário Estadual do Meio Ambiente (SP), Deputado Federal pelo PSDB/SP, Secretário Estadual de Agricultura (SP), Presidente do Incra e Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente Fernando Henrique Cardoso, vem a Belém para conversar com ativistas digit
ais sobre a importância da internet no desenvolvimento da política nacional.

Xico, que também é Doutor em Administração pela FGV/SP e articulista do jornal O Estado de S. Paulo, falará com blogueiros, usuários de mídias sociais, segmentos do PSDB e representantes regionais do Partido sobre a importância da mobilização e do ativismo digital nas eleições do PSDB em outubro. Graziano é o coordenador do grupo digital de Aécio Neves.

A conversa com os ativistas irá destacar o papel da internet e redes sociais dentro do atual cenário político brasileiro. “A internet é uma peça fundamental no desenvolvimento da política brasileira, não apenas em períodos eleitorais, mas também no fortalecimento, transparência e divulgação das políticas públicas. Somado a isso, ela nos permite incluir e estimular a participação ativa e consciente da população na construção das políticas do país, estados e municípios”, disse Xico.

A iniciativa faz parte de uma série de encontros que estão sendo realizados pelo país, onde o PSDB Pará é um dos parceiros do evento.

O PSDB Pará visa desta forma fornecer orientações e destacar a importância da atuação de militantes, jovens, formadores de opinião, e ativistas nas mídias digitais, fortalecendo a divulgação de conteúdos na comunicação partidária.

Agenda
O evento se realizará dia 22 de maio, quinta, a partir das 17 horas, no Hotel Hilton, que fica na Av. Presidente Vargas, aqui em Belém.

Como participar:
Os pedidos de participação no evento poderão ser enviados pelo e-mail encontro.psdbpa@hotmail.com, aos cuidados de Faber. O interessado deve aguardar confirmação.

Imprensa:
Xico Graziano estará à disposição dos amigos da imprensa neste mesmo dia, a partir das 16h30 no Hilton Hotel.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Jovens do PSDB se engajam no projeto nacional do partido

aecio-neves-reuniao-brasilia-juventude-george-gianni4Brasília – A Juventude do PSDB promoveu nesta quinta-feira (20), reunião, em Brasília. A ideia é intensificar a formação de um grupo de trabalho que ajudará na construção do plano de governo que o PSDB apresentará durante as eleições presidenciais. Uma equipe com dez integrantes será responsável pela elaboração das propostas surgidas a partir de sugestões de todo o país.


Participaram da reunião representantes dos 26 estados e do Distrito Federal e também o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves. No encontro, os tucanos destacaram a união em torno do projeto nacional da legenda para 2014 e discutiram estratégias para a ação política no ano.


Em clima de festa, os líderes da juventude aproveitaram a reunião para celebrar a união e tiraram fotos com Aécio Neves. Imagens e mensagens foram enviadas para as redes sociais em um ambiente de celebração.


Propostas


Olyntho adiantou que o PSDB planeja mais encontros da militância jovem para o ano, entre eles um de maior impacto e que será marcado pelo lançamento das propostas dos candidatos jovens para 2014.


O grupo de tucanos que elaborará propostas para o plano de governo do PSDB é formado por representantes de diferentes estados e terá como base as políticas praticadas pelo partido.


“Analisaremos ideias que têm relação com a postura do PSDB e com o projeto do senador Aécio para o país. Questões como o passe livre para os estudantes e a promoção do primeiro emprego e do empreendedorismo estão entre as nossas prioridades”, afirmou Olyntho.


O grupo será formado pelos tucanos Edson Lau Filho (PR), Bruno Lessa (RJ), Rodrigo Guedes (AM), Pedro Pimenta da Veiga (DF), Maurício Doering (MS), Mateus Mello (CE), Raimundo Rodrigues (PA), Felipe Ribeiro (MG), Roberto Silva (AL) e Leonardo Felipe (GO).


Ações


“Discutimos nossas linhas de ação e, acima de tudo, reafirmamos nossa sintonia com a proposta para o país que é liderada pelo senador Aécio. Nós temos a certeza de que queremos um país diferente do que temos hoje, em que os escândalos se sucedem a cada dia”, disse o presidente nacional da Juventude do PSDB, Olyntho Neto.


Olyntho destacou que Aécio expôs ao grupo sua preocupação com a situação dos jovens no Brasil. “O senador nos explicou que a principal atenção do PSDB será dada à juventude – não a juventude partidária, mas sim a juventude de todo o país”, afirmou ele.


O presidente da Juventude ressaltou que a Juventude aposta na utilização das redes sociais e em eventos de formação política para difundir a mensagem tucana ao eleitorado.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Tucanos reunidos em Belém defendem maior generosidade do governo federal com as diferentes regiões do Brasil

Aécio Neves ao lado de Simão Jatene e Zenaldo Coutinho.
No Encontro Regional da Amazônia Oriental, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), ressaltou, nesta quinta-feira (05/12), que os tucanos tratam e respeitam o Brasil de forma justa e sem discriminação.

A reação dele foi uma resposta aos apelos feitos por lideranças de que a região tem isso desprezada pelo governo federal. Para um público de cerca de três mil pessoas, Aécio destacou que as mudanças, que o Brasil deseja, devem começar com a inauguração de um novo ciclo.

“O Brasil merece um governo mais justo e eficiente”, afirmou Aécio. “Política é para quem tem coragem, espírito público e dignidade. Venho de uma história de homens públicos. Nós temos a responsabilidade de apresentarmos uma alternativa a um modelo que fracassou”, afirmou em discurso.

O presidente do PSDB destacou que há exemplos dentro do próprio partido que servem como referência para uma nova etapa política para o país. “Os brasileiros precisam readquirir a confiança nos seus governantes. Se vocês estão descrentes na política, deem um Google e olhem o que está acontecendo no Pará”, disse ele.

Desde cedo, o auditório do Hangar já estava lotado esperando
pelo Presidente do PSDB, Aécio Neves.
Aécio lembrou que os tucanos dispõem de aliados especiais. “Temos aliados extraordinários. O Brasil quer de nós a postura que sempre tivemos de respeito ao dinheiro público. O nosso desafio é fazer renascer, do fundo da alma, a esperança”, ressaltou.

Políticas públicas
O senador afirmou que as políticas públicas a serem propostas ao país pelo PSDB serão preparadas com o apoio e a ajuda da população. “As políticas não devem ser formuladas em gabinetes fechados em Brasília. Quem vai desenvolver essa região são vocês”, disse.

Respondendo aos apelos dos paraenses que se queixaram de discriminação por parte do poder central, Aécio disse que falta generosidade ao governo federal para com os estados e municípios brasileiros.

“O Brasil vai ser tratado de forma justa”, afirmou. “Queremos fazer uma convocação definitiva da luta com decência e dignidade”, disse.

Novo código mineral
Ao lado do governador do Pará, Simão Jatene, de deputados, vereadores e lideranças como prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e os senadores Flexa Ribeiro e Mário Couto, o presidente do PSDB criticou a decisão do governo federal de adiar para o ano que vem a votação do novo código mineral. Reivindicação histórica de estados e municípios que sofrem exploração de recursos naturais, o novo código estabelece mudanças nas leis e no cálculo dos royalties minerais.
“Há muito anos, temos lutado por um novo marco regulatório do setor mineral. Infelizmente o governo do PT vem adiando isso sucessivamente. Apenas agora, há pouco tempo, enviou uma proposta ao Congresso e voltou a adiar a votação dessa proposta. Infelizmente, mais uma vez, a maioria governista já parece que manda para o ano que vem. Já há um novo período de perdas para os nossos estados. Enquanto os royalties de petróleo beneficiaram estados e municípios produtores de petróleo no ano passado R$ 35 bilhões no ano passado, os royalties minerais distribuíram apenas R$ 1,8 bilhões, sendo que apenas 500 e poucos milhões vieram para o Estado do Pará. Isso é injusto, isso é inaceitável. E essa é uma questão que, para o PSDB, é crucial”, afirmou.
(Fonte: psdb.org.br)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Artigo de Aécio Neves

Folha de São Paulo - Quem já caminhou pelas ruas de São João Del Rey provavelmente ouviu falar do monsenhor Paiva. Ele foi durante cerca de 50 anos pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que fica ao lado da casa dos meus avós na cidade. Nesse final de semana, celebraram-se os seus 60 anos de sacerdócio.

Lembro-me dele desde muito cedo. É uma das poucas unanimidades que conheço, não apenas pela dedicação às causas e às pessoas da cidade, mas, sobretudo, pelo profundo senso ético que imprime à sua vida. Assim como ele, muitos de nós sabemos que, no mundo, existem a verdade e a mentira. O certo e o errado, por mais que insistam em nos convencer do contrário.

Entre os grandes desafios que o Brasil tem, um possui conotação especial pelo significado que imprime à vida em sociedade: o da recomposição ética da atividade política.

Tenho viajado e conversado com pessoas de diferentes regiões e, por mais específicas que sejam as realidades de cada uma, há um sentimento comum de descrença, de indignação com os episódios que ocorrem à nossa volta. E todos eles se remetem à perda dos limites éticos que deveriam ordenar a vida em comunidade.

Os graves acontecimentos envolvendo políticos não depõem apenas contra indivíduos. Acabam por rebaixar a atividade política como um todo. Infelizmente, nos últimos anos, aos olhos da população, a política vem perdendo sua dimensão de instrumento transformador da sociedade.

Tenho dito que um dos maiores desserviços que o PT presta ao país é a insistente tentativa de legitimar a mentira como instrumento do debate e da luta política.

Na política, a mentira tem várias faces. Às vezes, se apresenta com uma mais suave, se finge inofensiva, em pequenas "imprecisões" ditas aqui e ali.

Pode ter uma face mais dura, nas constantes sinalizações aos aliados de que política é um jogo de vale-tudo, onde os fins justificam os meios. Onde, segundo alguns, "podemos fazer o diabo".

Pode ainda se apresentar raivosa e destrutiva, estimulando a intolerância e o ódio. Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos a qualquer preço em sua honra, em sua imagem pública. Para, em covarde alquimia, tentar transformar mentira em verdade.

O Brasil que precisamos construir deve ter como base a generosidade e o respeito pelas diferenças. Quaisquer que sejam elas.

Winston Churchill disse, certa vez, que, enquanto a mentira dá a volta ao mundo, a verdade ainda não terminou de calçar os sapatos para sair de casa. Pelo Brasil e por brasileiros de bem, como monsenhor Paiva, tomara que aqui ela consiga se apressar.
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Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Raimundo Rodrigues é vice-presidente da JPSDB Nacional.

O presidente de honra da JPSDB/PA, Raimundo Rodrigues, foi indicado para ocupar um dos 5 cargos de vice-presidente da JPSDB Nacional. A nova Executiva foi definida nesta quinta-feira (17/10).

Durante encontro realizado nesta quinta-feira, 17, em Brasília, o presidente nacional da Juventude do PSDB, Olyntho Neto, conduziu a escolha da nova Executiva da ala jovem do Partido. Como já havia destacado em outras ocasiões, a intenção foi formar um grupo que garanta voz e participação a todas regiões do Brasil. 
O primeiro encontro da JPSDB, já com sua nova composição, está previsto para acontecer no dia 22 de novembro deste ano em Goiânia (GO). Logo após a definição da nova Executiva, Olyntho Neto divulgou um texto que reforça a linha que a Juventude do partido seguirá: Juventude unida com Aécio - o “choque” que levantará o gigante. 

"Após o grande e legítimo processo democrático ocorrido no dia 21 de setembro, tenho a satisfação de divulgar em primeira mão a nova composição da Executiva Nacional da Juventude do PSDB para o próximo biênio, 2013/14.Nomes que serão os responsáveis, neste novo momento político que nosso País se encontra, por ecoar os sentimentos das ruas, dos jovens, do nosso Brasil, mostrando que o gigante acordou, e que precisa de Aécio Neves pra dar o 'choque' de gestão necessário para que o gigante acordado consiga levantar e reerguer-se. 
Podem falar que é impossível ganhar do sistema, da máquina federal, mas digo a vocês, amigos, só existem coisas impossíveis para quem não acredita, não sonha, e não luta. É hora de mostrar ao País que estamos juntos, unidos e alinhados, com o único objetivo e que é nossa maior característica: o ideal de acreditar e lutar por um Brasil melhor, mais forte e mais digno. 
Devemos esquecer as diferenças e trabalhar de mãos dadas em prol do nosso objetivo comum. Vamos às ruas gritar, lutar, mostrar que do jeito que está não dá pra ficar, que lugar de bandido e corrupto não é no Planalto. Temos que ter coragem e liberdade para dizer que nós queremos respeito e um país digno, e que essa transformação, essa mudança, a solução do Brasil, é Aécio Neves! 
A nova Executiva da JPSDB traduz todos esses sentimentos. Iremos trabalhar pela união e resgate dos jovens que precisam de espaço para demonstrar sua indignação e vontade de mudar o Brasil para melhor. Vamos fazer a diferença e nossas vozes serão ouvidas. Em 2014 o Brasil sairá vitorioso! E o trabalho começa agora!"

sábado, 5 de outubro de 2013

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG)

Senador Aecio Neves durante entrevista coletiva de imprensa 28 08 2013 Foto George GianniO PSDB considera que a decisão da ex-senadora Marina Silva de se manter em condições de participar das eleições de 2014, filiando-se ao PSB, é importante conquista do Brasil democrático.

É também uma reposta às ações autoritárias do PT, especialmente aos membros do partido que chegaram a comemorar antecipadamente a exclusão da ex-senadora do quadro eleitoral do próximo ano, com a impossibilidade de criação da Rede.

O PSDB acredita que a presença de Marina Silva fortalece o campo político das oposições e contribui para o debate de ideias e propostas, tão necessários para colocar fim a esse ciclo de governo do PT que tanto mal vem fazendo ao País.

Senador Aécio Neves (MG) - Presidente nacional do PSDB

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Campos se une a rivais do PT em 20 Estados

A saída do PSB do governo Dilma Rousseff acentuou a tendência de aproximação do partido de Eduardo Campos com a oposição, notadamente com o PSDB, e seu afastamento do PT nos Estados.

A sigla do governador de Pernambuco começa a abandonar alianças históricas com os petistas e agora busca opções para seu projeto nacional. O PSB projeta que pode estar ao lado do PT em apenas três Estados, e já articula coligações rivais em 20.

PSB deixa governo para 'liderar projeto político' do Brasil', diz Bezerra
Após racha com PSB, Ciro Gomes diz que Campos é 'oportunista' e 'zero completo'

Embora os petistas mantenham aberta a possibilidade de reaproximação com Campos, a estratégia mudará caso sua candidatura presidencial se torne irreversível.

Dirigentes do PT disseram à Folha, em caráter reservado, que a orientação aos diretórios estaduais será descartar alianças com o PSB.
Na prática, os petistas querem evitar que o partido apoie aliados de Campos nos Estados para reduzir a dimensão dos palanques regionais montados para o presidenciável do PSB. Com essa estratégia, o PT tentará isolar o governador pernambucano.

O partido está próximo do PSDB em Estados de grande eleitorado, como São Paulo e Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, praça também estratégica, rompeu com o governo do petista Tarso Genro e pode trocar a aliança histórica com o PT pelo apoio à senadora Ana Amélia, do PP.

O realinhamento dos pessebistas nos Estados inclui até mesmo ícones da oposição ao PT, como a família Bornhausen. No auge do escândalo do mensalão, o então senador Jorge Bornhausen previu que o caso serviria para banir a "raça petista" da política.

Seu filho, o secretário de Desenvolvimento de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, deixou o PSD e recebeu a presidência do PSB local. "Se Eduardo fura a hegemonia petista no Nordeste e vira alternativa viável no Sul ele passa a ser um candidato competitivo. Aqui, teremos um palanque fortíssimo para ele", diz Paulo Bornhausen.

Editoria de Arte/Folhapress

Em Minas, base eleitoral do tucano Aécio Neves, Campos fez intervenção para tirar do comando o lulista Walfrido dos Mares Guia.
Em seu lugar assumiu o deputado Júlio Delgado, rompido com o PT desde que foi relator, no Conselho de Ética da Câmara, do processo que levou à cassação do mandato do ex-ministro José Dirceu, no mensalão.

PSDB e PSB estudam uma candidatura comum em Minas, e também podem repetir a dobradinha em Pernambuco, reduto de Campos.
Também é considerada certa aliança entre as siglas em São Paulo, onde o PSB almeja indicar o vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).

A aliados, Campos afirma que a estratégia do PT de estrangular a construção de seus palanques regionais o empurra cada vez mais para o campo da oposição.

Os dois principais problemas que o PSB precisa equacionar estão no Rio de Janeiro e no Ceará, Estados em que Campos teve de intervir para conter dissidências pró-Dilma. No Rio estuda lançar o deputado Romário ao Senado. A aliança ao governo poderia até mesmo ser com o petista Lindbergh Farias.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) conta com o apoio do PT e seus quase 2min50s na propaganda de TV. A direção nacional petista, contudo, planeja vetar a aliança para fragilizar a base de Campos no Estado.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aécio parabeniza novo presidente da Juventude do PSDB

No momento em que o PSDB começa a percorrer o país para conversar com os brasileiros de todas as regiões, a Juventude da Social Democracia demonstrou todo o seu vigor e força ao eleger, no último sábado, seu novo presidente, Olyntho Neto, representante do Tocantins.

Quero parabenizar não só o novo presidente da Juventude do PSDB, como seu adversário na disputa, o pernambucano Raffiê Dellon, e todos os membros da juventude tucana, cuja participação no pleito permitiu um debate democrático sobre as aspirações dessa nova geração de tucanos, sintonizada com as vozes das ruas e que terá um papel essencial na renovação do nosso partido.

O importante, a partir de agora, é que a Juventude do PSDB permaneça unida em torno dos principais ideais de nosso partido em favor da ética na política, da gestão eficiente e de um país mais justo para todos. Contamos com vocês!


Aécio Neves – Presidente Nacional do PSDB

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aécio Neves cobra uma posição do governo em relação à situação econômica


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Foto : George Gianni

“O Brasil não precisa de ufanismo nem de avaliações distantes da realidade neste momento ruim da economia. Até porque essa postura compromete o diagnóstico dos problemas que o país precisa enfrentar. O momento atual é resultado de muito esforço do governo da presidente Dilma e de seu antecessor para desmontar os pilares macroeconômicos que receberam do presidente FHC.

É preocupante abrir os jornais hoje e ler que os fundos de investimento no Brasil, que têm apresentado maior retorno para os seus investidores, são aqueles que reduziram as aplicações em empresas brasileiras e apostaram em empresas americanas. O Brasil é um país com um potencial elevado de crescimento econômico, desde que o governo não atrapalhe, como tem feito, ao ser leniente no combate à inflação ao mesmo tempo em que promove o crescimento excessivo do gasto público.

As expectativas em relação ao país vêm piorando não por culpa da oposição, dos empresários nem tão pouco dos analistas de mercado, e sim em decorrência de erros do próprio governo. Os dados oficiais divulgados pelo IBGE mostram claramente a escalada da inflação no Brasil. O teto da meta só não foi ultrapassado ano passado e poderá não ultrapassar os 6,5% este ano porque o governo fez várias desonerações de emergência, que, se por um lado seguraram a inflação, por outro, reduziram ainda mais o superávit primário.

O governo federal precisa, com rapidez e responsabilidade, criar condições objetivas de menor crescimento do gasto público e aumento do investimento público e privado. De janeiro a maio deste ano, o gasto não financeiro do governo federal cresceu R$ 40 bilhões. Enquanto o investimento público ficou praticamente estagnado.

Todos nós queremos que as taxas de juros sejam menores e que o país supere o ambiente de desconfiança e pessimismo, mas, para que isso ocorra de forma sustentável, é preciso antes que o governo faça sua parte.”

Fonte: Senador Aécio Neves

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sen. Aécio Neves: "PTbras"

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Nunca antes na história deste país a mais importante empresa brasileira serviu tanto aos interesses do governo e de um partido. O petismo praticamente "privatizou" a Petrobras, colocando em segundo plano os interesses da empresa e do Brasil.
A Petrobras não cumpre metas de produção desde 2003 e, com isso, perdeu receita de R$ 50 bilhões. Os prejuízos com a importação de gasolina e diesel neste ano já somam R$ 2,9 bilhões, valor 239% superior ao do mesmo período de 2011 (R$ 648 milhões).
De quebra, os preços artificialmente baixos da gasolina vêm inviabilizando o etanol. As importações de gasolina aumentaram em 370% em relação ao mesmo período de 2011. Mas as incongruências não param aí: o custo da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) -projeto em "parceria" com a venezuelana PDVSA, que ainda não aportou nenhum recurso na obra- multiplicou-se por dez, de US$ 2,3 bilhões para US$ 20,1 bilhões.
As refinarias Premium I e II (Maranhão e Ceará), previstas para 2013 e 2015, foram adiadas para 2017. Também em decorrência de atrasos crônicos, o Comperj mantém encaixotados equipamentos sofisticados à espera do porto e da estrada que dariam apoio logístico à obra e que não existem.
A Petrobras comprou uma refinaria em Pasadena (EUA) por US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, quando a ex-sócia adquiriu o ativo por US$ 42,5 milhões sete anos atrás. Trata-se de uma valorização de 2.700%.
O navio-petroleiro João Cândido voltou ao estaleiro Atlântico Sul por erros de projeto e entrou em operação com dois anos de atraso. Há dúvidas sobre as demais encomendas, visto que o sócio detentor da tecnologia -a coreana Samsung Heavy Industries- abandonou a parceria e não há substituto.
Desde o processo de capitalização em 2010, o comportamento das ações da Petrobras ficou abaixo do Ibovespa. Agora, a presidente da empresa, Graça Foster, parece estar disposta a enfrentar os malfeitos herdados pelo petismo do próprio petismo, em uma década de desapreço pela gestão profissional. No entanto uma gestão com os diagnósticos corretos não será capaz de inverter esse quadro de deterioração se não houver uma mudança de orientação do governo Dilma, que é o acionista controlador, em relação à Petrobras.
Garantir maior transparência dos atos e motivações que definem as decisões da empresa é uma das questões que se colocam. Outro bom começo seria combater o aparelhamento a que a companhia vem sendo submetida. Uma empresa estratégica e complexa como ela não pode funcionar como moeda de troca pelo apoio de partidos ao governismo.
O maior desafio é, portanto, acabar com a PTbras e trazer de volta para os brasileiros a Petrobras.
Artigo assinado por AÉCIO NEVES, publicado na "Folha de S. Paulo" em 13.08.2012.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Gestão tucana em Paragominas cria no Pará referência ambiental para o país

“É possível, com responsabilidade, seriedade, competência, ética e ousadia, transformar a vida das pessoas”, diz Aécio Neves
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) visitou, nesta quinta-feira (31/05), Paragominas, no Pará, município reconhecido nacionalmente pela boa gestão administrativa e desenvolvimento sustentável. O “município verde”, como é chamado, é considerado exemplo de administração do PSDB.
Conhecida 10 anos atrás pelas imagens divulgadas pela imprensa de crianças trabalhando em fornos de carvão e “alunos jacarés”, que assistiam às aulas deitados no chão das salas, o município hoje detêm, pela 8ª vez consecutiva, o título de Gestor Eficiente da Merenda Escolar do Ano, prêmio conhecido como “Menino Maluquinho”. Paragominas foi também o primeiro município a sair da lista do Ministério do Meio Ambiente entre os que mais desmatavam na Amazônia.
“Paragominas é um exemplo para o Brasil inteiro. Esse exemplo se deve à força de articulação de suas lideranças políticas e do esforço da comunidade de compreender o que era preciso ser feito. Vocês mostraram que é possível e, mais do que isso, é necessário compatibilizar desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental. Que é possível, com responsabilidade e seriedade, competência, ética e ousadia, transformar para melhor a vida das pessoas”, disse o senador.

Lago Verde
 

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

PSDB admite que Aécio Neves deve ser candidato à Presidência em 2014

Presidente tucano diz que não há hoje nenhuma força no partido que faça oposição ao mineiro

Marcelo Portela, da Agência Estado
BELO HORIZONTE - O presidente do diretório nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), admitiu nesta quinta-feira, 17, que o partido deve lançar o senador tucano Aécio Neves (MG) como candidato para a disputa presidencial de 2014. O pernambucano afirmou que a escolha será feita por meio de prévias "mesmo que tenha só um candidato", mas adiantou que não há "nenhuma força no PSDB hoje que faça oposição ao Aécio dentro do partido".
Para Sérgio Guerra, 'Aécio tem uma visão contemporânea' sobre o País
Em discurso para empresários mineiros em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, Guerra, sem se referir diretamente ao senador, declarou que "renovar o partido é fundamental" e que Aécio "tem uma visão contemporânea, democrática, (que) agrega e pode apresentar uma nova proposta para o País".
Para Sérgio Guerra, 'Aécio tem uma visão contemporânea' sobre o País - Ed Ferreira/AEGuerra ressaltou ainda que, nas próximas campanhas, o partido não vai cometer o "maior dos erros" das últimas disputas, de não adotar a posição de "assumir com clareza o governo de Fernando Henrique Cardoso e nosso legado", pois permitiu que as conquistas da legenda no Executivo fossem "apropriadas em grande parte pelo partido que nos sucedeu". "A ideia foi jogar para baixo do tapete uma acidental, ocasional e conjuntural rejeição que tinha o governo Fernando Henrique e assumir uma postura de alguma forma nos desligar do governo que fizemos", disse.
Na quarta-feira, 16, o ex-presidente do PSDB mineiro, deputado federal licenciado Narcio Rodrigues, afirmou que a participação de José Serra na disputa pela prefeitura paulistana favorece a candidatura de Aécio em 2014 e que, agora, é a vez de os tucanos de São Paulo apoiarem um nome do PSDB de Minas, "que sempre apoiou" as candidaturas paulistas. Guerra rebateu as declarações, disse que os candidatos foram escolhidos sempre com base em pesquisas de opinião, mas admitiu que, em 2014, Aécio "é um pré-candidato com enorme chance de ser confirmado".

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Senador Aécio Neves defende prévias para escolher candidato à presidência

"Se dependesse de mim, (as prévias)
já teriam sido adotadas lá trás", avalia o senador
Brasília – O senador Aécio Neves (MG) defendeu a realização de prévias, em todos os níveis, para a escolha de candidatos no PSDB. Em entrevista ao site da revista Veja, o parlamentar ressaltou que, inclusive, o nome para as eleições presidenciais de 2014 deve ser referendado por uma votação nacional.
“Se dependesse de mim, já teriam sido adotadas lá trás. Eu defendo que o candidato do PSDB a presidente, independentemente do número de candidatos, seja referendado por uma prévia nacional”, afirmou o senador.
Ainda na entrevista, Aécio Neves falou sobre o papel dos principais quadros do PSDB nas eleições municipais. “Acredito que nosso papel é manter a chama acesa de que o PSDB tem um projeto nacional, que o PSDB considera que este modelo que está ai se exauriu, perdeu a capacidade de iniciativa”, avaliou.

Para conferir a entrevista na íntegra, clique AQUI.

Fonte: PSDB

quinta-feira, 29 de março de 2012

Senador Aécio Neves critica Dilma: 'governo está parado'

Christiane Samarco, Estadão.com.br
O período de carência da presidente Dilma Rousseff terminou nesta quarta para o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG). Ele subiu à tribuna do Senado e fez, 15 meses após a posse da presidente Dilma, seu mais duro discurso contra o atual governo e as primeiras cobranças diretas à chefe do Executivo.
Aécio disse que o governo está parado, que nenhuma reforma estruturante chegou ao Congresso e que a verdadeira herança maldita do atual governo é o retorno à década de 1950, quando o Brasil era exportador de commodities.
Ao comentar o escândalo do "recorde de ministros caídos sob grave suspeição", Aécio falou da "mão pesada do poder da Presidência, que baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que antes os nomeara e os conduzira para o governo".
Para Aécio, foi uma solução cômoda, para uma presidente que se comportou como se não fosse "autoridade central nos oito anos da administração anterior".
Ao mencionar o cenário econômico atual, o tucano qualificou como "desolador" e disse que o Brasil está na contramão dos países vizinhos, puxando o desempenho do continente para baixo, quando sempre liderou o processo de crescimento da América Latina.
"Até o ano 2000, 60% de nossas exportações eram de manufaturados e hoje isso se inverteu e 60% do que exportamos são commodities. Isso é o resultado de um governo de improviso, de paliativos e de falta de compromisso com as promessas de campanha", disse o senador.

terça-feira, 20 de março de 2012

Senador Aécio Neves: gestão de qualidade reconhecida pelo BID

O senador Aécio Neves tem excelentes relações com os órgãos internacionais de financiamento. Foi durante seu governo que Minas Gerais voltou a ter crédito junto a esses organismos, que haviam suspendido empréstimos para o Estado. O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) reconheceram a qualidade da gestão pública implantada no governo de Aécio Neves, considerada por eles exemplo a ser seguido por outros estados. Nesta última semana, o senador Aécio Neves reuniu-se, a pedido do governador Antonio Anastasia, com a direção do BID para negociar empréstimo de R$ 150 milhões para projetos de prevenção e combate à violência, como o Fica Vivo!, os Centros de Prevenção à Criminalidade, Penas Alternativas e Mediação de Conflitos. O senador Aécio Neves deixou a reunião com a expectativa de que os recursos sairão até o final do ano, depois de ouvir elogios à seriedade da gestão pública praticada em Minas Gerais.


Link: JPSDB

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Artigo de FHC: "Crer e perseverar"

Nas duas últimas semanas apareceram alguns artigos na mídia que ressaltam o silêncio das oposições como um risco para a democracia. É inegável que está havendo uma “despolitização” da sociedade não só no Brasil, mas em geral. O “triunfo do mercado” levou às cordas as colorações políticas. Parece que tudo se deve medir pelo crescimento do PIB. Nos países bem-afortunados, ainda que cheios de “malfeitos”, não há voz que ressoe contra os governos. Nos que caem em desgraça sem terem feito a “lição de casa” – sem terem gerado um “superávit primário” -, aí sim, os governos em exercício pagam o preço. Caem porque são vistos como incapazes de assegurar o bom pagamento aos mercados. Não importa ser de coloração mais progressista ou mais conservadora. Caem sem que tenha havido um debate político-ideológico que mostre suas fraquezas eventuais, mas porque o rancor das massas gerado pelo mal-estar econômico-financeiro se abate sobre os líderes do momento.
O Brasil esteve até agora ao abrigo da tempestade que desabou sobre os mercados dos Estados Unidos e da Europa. Por mais que nossos governos errem, os decibéis das vozes oposicionistas são insuficientes para comover as multidões. Pior ainda quando essas vozes estão roucas ou preferem sussurrar. Como entramos em céu de brigadeiro a partir de 2004, tanto pela virtude do que fizemos na década anterior como pelos acertos posteriores e graças à ajuda dos chineses, fazer oposição tornou-se um ato de contrição.
Mas que importa? Também era assim no período do milagre dos anos 1970, durante o regime militar. A oposição nada podia esperar, a não ser censura, cadeia ou tortura. Não obstante, não calou. Colheu derrotas eleitorais e políticas, resistiu até que, noutra conjuntura, venceu. Hoje a situação é infinitamente mais fácil e confortável. Só que falta, o que antes sobrava, a chama de um ideal: queríamos reabrir o sistema político. Hoje o que queremos? Ganhar as eleições? Mas para quê?
Eis o enigma. Não faltam candidatos. Ainda recentemente, em conversa analítica que fiz com uma jornalista da The Economist, ressaltei que há vários, e não só no PSDB. Neste o mais conhecido e denso, José Serra, amadurecido por êxitos e derrotas, não conseguiu deixar clara em 2010 sua mensagem, embora tenha obtido 44% dos votos. O isolamento em que sua campanha ficou, dadas as dissonâncias internas do PSDB e as dificuldades para fazer alianças políticas, impediu a vitória. Se o candidato tivesse expressado com mais força as suas convicções, mesmo desconsiderando o que as pesquisas de opinião indicavam ser a demanda do eleitorado, poderia ter sensibilizado as massas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sen. Álvaro Dias (PSDB/PR) anuncia sua pré-candidatura à presidência da República

Em entrevista, Alvaro Dias defende a realização de prévias partidárias, diz-se disposto a encarar a corrida presidencial e espera a unidade no ninho tucano com o fim da imposição dos nomes de Aécio Neves e José Serra.
 
Senador Álvaro Dias
Em 1989, o atual líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disputou com Ulysses Guimarães a indicação do PMDB, seu ex-partido, para a Presidência da República. Mas, além do prestígio do “doutor Constituinte”, Dias ainda teria de enfrentar os presidenciáveis peemedebistas Íris Rezende e Waldyr Pires. Sem respaldo da maioria, o então governador do Paraná (1986-1989) saiu do páreo. Vinte e três anos depois, o tucano volta a colocar seu nome como possível candidato à presidência. A intenção é fazer o partido sair da polarização entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de São Paulo José Serra.

Para Alvaro Dias, a imposição dos nomes de Aécio e Serra atrapalha a “unidade partidária”. Por isso, defende a realização de prévias partidárias para a escolha do novo candidato. Nas últimas eleições presidenciais, os candidatos tucanos foram escolhidos por um pequeno grupo, composto em sua maioria por partidários paulistas. Uma vez chamado, o senador garante que encara nova disputa. “Não podemos fugir a esta responsabilidade. O PSDB tem uma enorme responsabilidade, que é apresentar uma proposta alternativa de poder para o país. Uma proposta consequente, inteligente, responsável, mas que signifique mudança desta realidade”, afirmou o tucano, em entrevista gravada pelo jornalista José Maria Trindade, da Rádio Jovem Pan, na última quinta-feira (12). Para ele, é o partido quem deve estimular o debate.
“O melhor ambiente para a proposta do debate é a realização de eleições primárias. Assim, todos os postulantes, de perfis diversos, poderão colocar seus nomes para que o debate ocorra. Nós vamos revitalizar o partido, conferindo a ele uma maior organização, com filiações em massa. Nós vamos, certamente, construir uma unidade – porque quem participa de um processo democrático não tem autoridade moral e política para ser dissidente”, acrescentou Dias.

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