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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Aécio Neves: “O confronto olho no olho com o governador Serra vai ser muito difícil para Dilma”

O tucano Aécio Neves confirma que concorrerá ao Senado, aponta as maiores fragilidades do discurso petista e diz que é vital recuperar a dignidade da atividade política

Por Mario Sabino e Fábio Portela, na VEJA:

“É preciso implantar a meritocracia na administração federal, e o PT simplesmente não quer, não sabe e não pode fazê-lo”

Em obediência à lei eleitoral que requer a desincompatibilização de políticos em posições executivas que pretendem concorrer nas próximas eleições, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de 50 anos recém-completados, passou, na última semana, o cargo a seu vice, Antonio Anastasia. Aécio saiu com 92% de aprovação da população mineira. A marca impressionante é resultado da administração de um governador que apostou tudo na meritocracia e, com ela, melhorou bastante todos os indicadores sociais, econômicos e educacionais do seu estado. Essa quase unanimidade em um colégio eleitoral de 14 milhões de votos faz dele o vice dos sonhos do candidato do PSDB ao Planalto, o governador paulista José Serra. Mas Aécio acredita que ajuda mais como candidato ao Senado por Minas Gerais. Disse Aécio a VEJA: “A aprovação do meu governo é a prova maior de que os resultados de uma gestão eficiente se impõem sobre o messianismo da era Lula”.


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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Em despedida, Serra diz que governo deve ter honra e não pode ser conivente.

Diante de um auditório ocupado por cerca de 5 mil convidados e com transmissão ao vivo pela internet através do portal do governo do estado de São Paulo, o governador José Serra (PSDB-SP) fez na tarde desta quarta-feira (31) o discurso de despedida do cargo. Em tom emotivo, ele fez referências indiretas aos adversários, rebateu críticas que costumam ser associadas ao seu perfil político e disse que seu governo é popular.
O governador destacou o fato de que considera seu governo popular e listou os programas sociais Viva Leite, Renda Cidadã, Vila dos Idosos, Condição Jovem, Escolas Técnicas, programa de qualificação do trabalhador, Emprega São Paulo e o piso salarial. "Os governos, como as pessoas, têm que ter sensibilidade para agir e compensar as desigualdades", disse José Serra.
"Sou considerado um grande obsessivo, mas minha grande obsessão foi servir aos interesses gerais do meu estado e do meu país (...) Estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. Assim falo não apenas porque aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira. Mas porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito", finalizou o governador.
(Fonte: Portal G1)

quarta-feira, 17 de março de 2010

José Serra lidera pesquisa IBOPE

No Blog do Reinaldo Azevedo:

Saiu o resultado da pesquisa CNI-Ibope, com o tucano José Serra cinco pontos à frente da petista Dilma Rousseff. A abordagem do chamado jornalismo online é de deixar corado o Diretório Nacional do PT. Os números:
Serra - 35%
Dilma - 30%
Ciro - 11%
Marina 6%
No cenário em que Ciro não disputa, Serra vai a 38%, e Dilma chega a 33%. Nesse caso, Marina teria 8%. Caso Aécio Neves fosse o candidato tucano e com Ciro na disputa, Dilma lideraria, com 34%, seguida de Ciro, com 21%. Aécio ficaria com 13%, e Marina, 8%. Na disputa de segundo turno contra a petista, Serra mantém cinco pontos de vantagem: 44% a 39%.
Esse negócio do modo de ler pesquisa chega a dar preguiça. Sem fazer campanha nacional — porque, de fato, não há —, de novembro para cá, no Ibope, Serra perdeu três pontos percentuais. Nunca antes da história destepaiz e da imprensa paulista se viu tanta notícia negativa contra o governador. Imprensa paulista? Não! Nacional! As chuvas de Santa Catarina, por exemplo, que serviram para mobilizar o país em defesa do estado , transformaram-se numa máquina de moer a reputação de autoridades por aqui. Em vez de solidariedade, pega-pra-capar.
A MÁQUINA MILIONÁRIA DA INTERNET PISTOLEIRA — E AGORA JÁ SABEMOS QUANTOS MILHÕES CUSTAM AS CRÍTICAS E OS ELOGIOS —  SE ENCARREGOU DE FAZER O SERVIÇO EXPLICITAMENTE SUJO, NÃO MUITO DIFERENTE, DIGA-SE, DA IMPRENSA SÉRIA NESSE PARTICULAR. A DESPEITO DISSO TUDO, SERRA PERDEU TRÊS PONTOS, EVENTUALMENTE UM? É QUASE UM MILAGRE E DÁ CONTA DA RESISTÊNCIA DA CANDIDATURA.
Escrevo isso porque torço pra ele? Vá perguntar aos estrategistas do PT se eles estão ou não um tanto surpresos.
Comparar os índices de agora com a pesquisa CNI-Ibope de novembro apenas é cumprir uma pauta partidária. O que se esperava é que os números fossem piores para Serra do que os do Datafolha de há pouco mais de duas semanas. E não são. Incrivelmente, depois de tudo, da formidável mobilização da máquina oficial, ele continua a vencer a disputa nos dois turnos. E SEM MÍDIA NACIONAL, O QUE ELA TEVE DE SOBRA NESSE PERÍODO. Isso é fato, não é gosto.
Há um jeito ainda mais petista de ver as coisas. Pode-se dizer que, em relação há dois anos, ela cresceu 30 pontos. Na verdade, o maior salto de Dilma, para quem sabe matemática, se deu quando ela passou de zero a 1%: seu potencial eleitoral se multiplicou ao infinito!
Dilma está com 30%, e Serra, com 35%? Ela ainda não atingiu o terço do eleitorado que vota no PT, seja Dilma a candidata ou um poste. Serra está próximo da fatia do eleitorado que não quer saber do PT de jeito nenhum: também um terço. Por enquanto, no segundo turno, ele leva vantagem sobre aquele terço que pode ir para um lado ou para outro.
Os números estão começando a se aproximar de uma perspectiva realista. A manchete “Dilma encosta em Serra” — e variantes afins — tem lá a sua graça. Ela já havia encostado há mais de duas semanas, na pesquisa Datafolha. Agora, fica-se com a impressão de que encostou mais um pouco, embora tenha ficado um tantinho mais longe.
Não há nada de novo sob o sol. Ou, vá lá, há uma novidade: Serra continua na frente.