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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Governo só aplicou 11% do previsto em programa de prevenção ao uso de drogas

A expansão do consumo de drogas ilícitas  é um sério problema que atinge principalmente os jovens. São eles os maiores usuários e dependentes, assim como os maiores envolvidos com o tráfico. Não raramente, este contato com o mundo das drogas envolve adolescentes.

Para piorar, as drogas "pesadas", especialmente o crack, espalharam-se pelo país, chegando a locais antes inacessíveis, como os interiores mais longíquos. As cracolândias já não são mais "privilégios" de alguns centros urbanos desordenados. Até os menores municípios já contam com as suas.

Assim, o uso de drogas é um drama que atinge muitas famílias, trazendo dor, sofrimento e comprometendo o futuro de muitos jovens. Devido a este quadro, na campanha presidencial de 2010, o combate ao uso de crack ganhou relevância. Na ocasião, o candidato tucano José Serra apresentou a proposta de criação de uma grande rede de combate ao uso do crack. Já Dilma Roussef prometeu ampliar o já existente e ineficiente "Plano Integrado de Combate ao Crack".

Em 2011, já empossada, a presidente Dilma Roussef relança com outro nome o mesmo programa, agora intitulado "Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack e Outras Drogas", prometendo investimento de R$ 4 bilhões.

Infelizmente, tudo não passou de puro marketing, mera peça de propaganda. Hoje o site Contas Abertas trouxe a seguinte matéria: Governo só aplicou 11% do previsto em programa de prevenção ao uso de drogas. Vale destacar o seguinte trecho: "Na ação 'Prevenção de uso/ou Abuso de Drogas', com a segunda maior dotação orçamentária para este ano, de R$ 119,8 milhões, apenas R$ 3,6 milhões foram gastos".
Isso demonstra que Dilma Roussef não tem compromisso com a juventude brasileira, nem com o combate às drogas, só tem compromisso com a próxima eleição.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Artigo de José Serra: Armas de Destruição em Massa

José Serra
O Estado de S. Paulo, 28/04/11
Armas e drogas continuam entrando em grande quantidade pelas fronteiras do Brasil. A cocaína transformada em crack e no oxi, um novo produto, torna-se, na verdade, mais destrutiva que armas de fogo. São centenas de milhares de vítimas, ou milhões, se pensarmos nas famílias afetadas. Uma catástrofe humanitária pior do que muitas guerras. O Estado brasileiro está despreparado para enfrentar essa ameaça e socorrer suas vítimas. Não faz o que deveria fazer: combater duramente a entrada das drogas no Brasil, enfrentar o tráfico, promover campanhas educacionais e recuperar os dependentes químicos.
Um médico amigo me explicou o que torna o crack mais perigoso do que a cocaína. Uma pedra é barata, cerca de R$ 5. Assim, é fácil começar a usá-la. Mas muito difícil parar. Inalada como fumaça, ela é absorvida por milhares de alvéolos nos pulmões e entra na corrente sanguínea numa quantidade e numa velocidade muito maiores do que a droga cheirada ou injetada. O prazer devastador que proporciona é imediato e dura pouco. Em menos de 30 minutos o usuário precisa de outra dose, e mais outra… Torna-se incapaz de qualquer atividade desligada do consumo da droga. Perde emprego, renda, bens, laços familiares, freios morais, numa espiral que muitas vezes só acaba na sua morte.